Primeiro Obama diz que a Índia merece um posto fixo, depois afirma que o Japão é o modelo de país que merece ser membro permanente no Conselho. Será que o presidente dos EUA está distribuindo assentos para garantir apoio externo? Afinal de contas, a vida não anda muito boa para ele dentro de seu país.
O Conselho de Segurança da Nações Unidas é composto por 15 países, dos quais 5 são membros fixos e possuem direito de veto, são eles:EUA, França, Reino Unido, China e Rússia. Os demais são membros rotativos com mandatos de 2 anos.
Há uma discussão para promover uma reforma no Conselho encabeçada pelo G-4, composto por Brasil, Índia, Alemanha e Japão. Eles desejam ampliar para 25 o número de membros, sendo que o número de permanentes seria aumentado em cinco.
Já ouvi analistas políticos que viram com maus olhos o apoio que Obama garantiu a Índia, inclusive falando que o Lula não era mais o cara. Eu acho o contrario, esse apoio pode abrir a porta para que, enfim, a reforma desejada pelo G-4 aconteça, e que assim o Brasil tenha um assento permanente.
Eu acredito que o Brasil aplaudiu o fato de Obama endossar a entrada da Índia, o Paquistão é que não deve ter gostado muito...
Outro ponto é se o direito de veto será garantido aos novos membros. Já que este é o ponto que provoca maior desigualdade entre os membros do Conselho.
Fidel Castro, ao comentar as declarações de Obama, o chamou de "rei mago" que distribui postos no Conselho. Atentou também para questão do veto, para o direito do Brasil de assumir uma cadeira fixa e para o fato de que não há um representante permanente da África.
É óbvio que apenas cinco membros fixos e com direito de veto, não é nada justo. Também é previsível que a pressão pela expansão desse número vai crescer, até que se torne inevitável.
Quero ver se as declarações de Obama vão ser mais que meras declarações, se elas se concretizarão.
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