A vida do presidente francês não anda nada fácil ultimamente. Ele enfrenta uma série de criticas externas e uma crise de protesto dentro do seu país.
O governo de Sarkozy está sendo contestado sobre a expulsão de ciganos da França, medida que vai contra as regras da UE, já que os países de origem desses ciganos pertencem ao bloco que prevê a livre circulação de produtos e pessoas.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/09/100929_europa_roma_franca_dg.shtml
Já dentro do país o governo tem que lidar com uma série de protestos contra a Reforma na Previdência que muda de 60 para 62 anos a idade mínima para aposentadoria.
Bloqueio a bombas de combustível, paralisação das refinarias, operação-tartaruga no trânsito, greve dos lixeiros e outras modalidades de protestos foram adotadas para pressionar o governo.
Se analisarmos o passado histórico da França o Estado tem muito com que se preocupar. A França desde a Revolução que derrubou a monarquia, inclusive matando o rei e a rainha, tem uma tradição de lutar pelo que quer.
Mesmo dificultando o cotidiano da população, pesquisas afirmam que cerca de 52% dos franceses apoiam e 72% simpatizam com o movimento.
Sarkozy estava acreditando que com a aprovação da Câmara o povo iria aceitar a reforma e a situação voltaria ao normal, mas não foi bem o que aconteceu.
Os protestos se intensificaram.
A crise interna se agravou causando sérios transtornos, como atrasos em trens e voos e a suspensão das aulas em várias escolas. Essa nova onda de protestos foi promovida afim de pressionar o Senado que ainda votaria.
No dia 23 de Outubro o Senado também aprovou a reforma da previdência. O governo acredita que agora a população irá se acalmar, novamente parece que a situação caminha para o lado oposto.
Os manifestantes já marcaram duas novas datas de protestos.
Mas o que fica é a demonstração de como uma população pode lutar pelo que deseja. Como pode cobrar do governo que ela empossou aquilo que acham justo.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/10/101022_franca_protesto_jf.shtml
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